RN tem o quinto menor salário de admissão do Brasil, segundo estudo da FIRJAN
Estudo aponta que novo admitido no estado recebeu, em média, R$ 1.760 em 2024; valor está R$ 418 abaixo da média nacional
14/09/2025 07:03
O Rio Grande do Norte registrou o quinto menor salário médio de admissão do país em 2024, segundo o estudo “Raio-X do salário de admissão”, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN). O valor médio no estado ficou em R$ 1.760, com alta de 0,8% em relação ao ano anterior.
A média potiguar está R$ 418 abaixo da nacional, que ficou em R$ 2.178 neste ano. O levantamento mostra que, apesar da retomada do crescimento real nos salários iniciada em 2023, os estados das regiões Norte e Nordeste continuam com os menores valores de admissão do país.
Além do Rio Grande do Norte, também estão na parte inferior do ranking a Paraíba (R$ 1.792, +3,4%), Sergipe (R$ 1.784, +4,1%), Alagoas (R$ 1.753, +3,2%), Amapá (R$ 1.725, +3,2%), Roraima (R$ 1.715, +0,7%) e Acre (R$ 1.700, +0,9%).
Segundo a FIRJAN, os menores salários estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste por causa da menor presença de setores industriais e tecnológicos nessas áreas.
No outro extremo, os maiores salários médios de admissão foram registrados em São Paulo (R$ 2.473, +1,3%) e no Distrito Federal, que teve o maior crescimento percentual (3,3%) e subiu para a segunda colocação no ranking. Outros estados com médias acima de R$ 2.000 incluem Santa Catarina (R$ 2.198, +3,6%), Paraná (R$ 2.129, +2,4%), Mato Grosso (R$ 2.127, +3,3%), Rio Grande do Sul (R$ 2.062, +2,5%), Minas Gerais (R$ 2.028, +2,6%), Espírito Santo (R$ 2.006, +4,0%) e Mato Grosso do Sul (R$ 2.000, +2,9%).
A pesquisa aponta ainda que 77% das ocupações analisadas registraram aumento real nos salários de admissão em 2024. Os setores da Indústria (R$ 2.310) e dos Serviços (R$ 2.250) tiveram os maiores valores médios, enquanto Agropecuária e Comércio continuam com remuneração inferior, ainda que com crescimento real. Áreas como tecnologia, engenharia e inovação lideram a valorização salarial no ano.
O estudo da FIRJAN mostra que os ganhos iniciais voltaram a crescer em 2023 após quedas registradas nos anos anteriores, tendência que se manteve em 2024 com avanço de 2,0% na média nacional.
*Com informações de Exame.com
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