PF realiza novas fases da Operação Uiraçu contra crimes de abuso sexual infantil no RN
Mandados de busca foram cumpridos em Ceará-Mirim e Patu; celulares e computadores apreendidos passarão por perícia
21/01/2026 19:19
| Atualizado há 2 Semanas atrás
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 21, a 24ª e a 25ª fases da Operação Uiraçu, voltada ao combate ao armazenamento e ao compartilhamento de mídias com cenas de abuso sexual infantil na internet. A ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão nos municípios de Ceará-Mirim e Patu, no Rio Grande do Norte.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam um aparelho celular e computadores, que serão submetidos a perícia técnica. O material deverá subsidiar a continuidade das investigações e a identificação de eventuais envolvidos em crimes praticados no ambiente virtual. Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ainda utilize o termo “pornografia” para definir “qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou a exibição de órgãos genitais para fins primordialmente sexuais”, a Polícia Federal ressalta que a comunidade internacional tem adotado nomenclaturas como “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”. Segundo a corporação, a mudança de terminologia contribui para evidenciar a gravidade e a dimensão da violência imposta às vítimas desses crimes.
Além das ações repressivas, a PF reforçou o alerta a pais e responsáveis sobre a importância da prevenção. A orientação é que haja monitoramento e diálogo constante com crianças e adolescentes sobre o uso da internet e das redes sociais, jogos e aplicativos, de forma a reduzir riscos de exposição a situações de abuso. A instituição destaca que mudanças bruscas de comportamento, como isolamento repentino ou sigilo excessivo em relação ao uso de celulares e computadores, podem ser sinais de alerta.
A Polícia Federal também recomenda que crianças e adolescentes sejam orientados sobre como agir diante de contatos inadequados no ambiente virtual, com o reforço de que podem e devem procurar ajuda. De acordo com a corporação, a informação e a prevenção continuam sendo os instrumentos mais eficazes para garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes diante de crimes considerados de alto impacto e difícil reversão.
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