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Indústria potiguar fecha 2025 com queda da produção e do emprego, mas expectativas para 2026 são positivas

Sondagem da Fiern e da CNI aponta retração sazonal em dezembro, piora das condições financeiras no quarto trimestre e otimismo com demanda e exportações nos próximos meses

Indústria potiguar fecha 2025 com queda da produção e do emprego, mas expectativas para 2026 são positivas
Indústria potiguar fecha 2025 com queda da produção e do emprego, mas expectativas para 2026 são positivas (Foto: Reprodução)

A Sondagem das Indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que a produção industrial potiguar voltou a recuar em dezembro de 2025, ao registrar 40,6 pontos, a terceira queda consecutiva.
O movimento, no entanto, é considerado típico para o período. Na comparação com novembro, o indicador caiu 1,8 ponto, enquanto a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou dois pontos percentuais, para 70%. O emprego industrial também acompanhou o desempenho negativo, com indicador de 48,1 pontos, sinalizando redução do nível de ocupação. Os estoques de produtos finais diminuíram em relação a novembro, alcançando 43,8 pontos, comportamento esperado para o mês de dezembro. Ainda assim, permaneceram acima do nível considerado adequado pela indústria, cujo indicador ficou em 52,2 pontos. Na comparação anual, a produção apresentou avanço de 3,3 pontos frente a dezembro de 2024, refletindo desempenho relativamente melhor ao longo de 2025, apesar da desaceleração observada no fim do ano.
No quarto trimestre de 2025, os empresários industriais do Estado relataram piora das condições financeiras. Os indicadores de satisfação com o lucro operacional e com a situação financeira das empresas permaneceram abaixo da linha de 50 pontos, evidenciando insatisfação.
O acesso ao crédito seguiu sendo avaliado como difícil, embora tenha havido leve melhora em relação ao trimestre anterior. Já os preços de insumos e matérias-primas continuaram elevados, ainda que com ritmo de alta menor. Entre os principais problemas apontados estão a elevada carga tributária, a competição desleal, a insegurança jurídica, a demanda externa insuficiente e as deficiências logísticas.
Para os próximos seis meses, as expectativas dos empresários potiguares, medidas em janeiro de 2026, são majoritariamente otimistas. Os indicadores sinalizam crescimento da demanda, das compras de matérias-primas, do emprego e, sobretudo, das exportações. A intenção de investimento avançou pelo segundo mês consecutivo.
O levantamento também revela diferenças por porte de empresa: enquanto as pequenas indústrias indicam estabilidade da produção e cautela nas contratações, as médias e grandes projetam expansão da demanda, do emprego e das compras. Na comparação com os resultados nacionais da CNI, as avaliações convergem, com destaque para o maior grau de satisfação financeira observado entre os empresários do país como um todo.

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