Lula supera próprio recorde e recebe 64,2 milhões de votos na reeleição
Presidente teve 3,9 milhões de votos a mais que em 2022; vantagem sobre Flávio Bolsonaro foi de 4,4 milhões
26/10/2026 07:42
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou o próprio recorde de votação e se tornou o candidato à Presidência da República mais votado da história do Brasil em números absolutos. Reeleito neste domingo 25, o petista recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com todas as seções totalizadas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o segundo turno com 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença entre os candidatos foi de 4.430.191 votos. A votação de Lula ultrapassou em 3.910.233 votos a marca registrada na eleição de 2022, quando venceu Jair Bolsonaro (PL). Naquela disputa, o petista recebeu 60.345.999 votos, correspondentes a 50,90% dos votos válidos.
Além do crescimento no total de votos, Lula ampliou a vantagem sobre o adversário. Em 2022, a diferença para Jair Bolsonaro foi de 2.139.645 votos. Na eleição deste domingo, a margem ficou pouco mais de duas vezes maior.
O recorde se refere à quantidade de votos recebidos, e não ao maior percentual alcançado por um candidato à Presidência. Neste segundo turno, o TSE contabilizou 124.082.273 votos válidos, que excluem os votos em branco e os nulos.
Ao todo, 128.236.074 eleitores compareceram às urnas na disputa presidencial. Foram registrados 1.430.496 votos em branco e 2.723.305 nulos. A totalização nacional abrangeu 499.248 seções eleitorais.
Votação no Rio Grande do Norte
No Rio Grande do Norte, Lula recebeu 1.413.596 votos, equivalentes a 65,72% dos válidos. Flávio Bolsonaro somou 737.409 votos, ou 34,28%. A vantagem do petista no estado foi de 676.187 votos.
O percentual de Lula entre os eleitores potiguares ficou 13,93 pontos percentuais acima do resultado nacional. No estado, todas as 8.115 seções da disputa presidencial foram totalizadas.
A vitória assegura a Lula seu quarto mandato presidencial. Ele venceu as eleições de 2002 e 2006 e retornou ao Palácio do Planalto após o resultado de 2022. Com a reeleição, permanecerá à frente do Executivo federal no próximo período de governo.
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